Respeito ao tempo e a vontade de escrever
O poeta diz: "Só o que é bom dura o tempo suficiente para se tornar inesquecível", nunca essa frase teve tanto impacto sobre a minha alma. Nunca ela falou tão alto e tocou tão profundamente.
Hoje depois de anos adormecida volta a mim a vontade de escrever, de traduzir em palavras sentimentos outrora desprezados. O mais engraçado nisso tudo é que da última vez que essa vontade me acometeu também sofria uma perda. Afirmo entretanto que são perdas completamente diferentes, uma tratava do tempo, tempo em que eu não era eu, tempo em que enfrentava meus contrários, tempo que via o relógio correr e me sentia pequena diante da grandeza que ele representava.
Mas esse mesmo tempo que havia passado e que me fazia perder as esperanças ajustou minhas retinas e me fez ver que tudo que eu precisava era de tempo e vontade de seguir adiante.
Hoje a perda é outra, hoje é a perda do que não foi e que poderia ter sido, do que era lindo e de repente num piscar de olhos tornou-se uma espera. Uma espera sem tempo pra acontecer, uma espera que me faz criar caraminholas na cabeça, que me faz pensar no que errei - se é que errei - que faz doer o coração, faz chorar minha alma. E eu que não sou dada a muito falatório encontro-me aqui a escrever.
Fato é, ninguém perde aquilo que nunca teve, ao mesmo tempo que eu não controlava o tempo na primeira fase, eu não controlo os sentimentos e vontades alheias, eu simplesmente respeito cada um deles.
Aprendi a respeitar o tempo, o do relógio, o das pessoas....aprendi a esperar....e esperar é a mistura de nada com coisa nenhuma e que faz doer que é uma beleza!
Em tempos de copa do mundo o que me resta a fazer é: seguir o jogo!

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